Polícia investiga morte de menina de 6 anos em Carambeí e suspeita de abuso
A Polícia Civil forneceu novos detalhes sobre a morte de uma menina de 6 anos, levada sem vida ao Pronto Atendimento de Carambeí no último sábado, 7 de setembro. Segundo informações do prontuário médico, a criança já chegou à unidade sem sinais vitais, sendo submetida a manobras de reanimação. Durante o atendimento, a médica identificou possíveis sinais de violência sexual e edemas nos membros inferiores, levantando suspeitas de abuso.
Diante dessas constatações, as Polícias Militar e Civil foram acionadas e compareceram imediatamente ao local. O Conselho Tutelar também foi chamado para acompanhar o caso. Os pais da criança foram conduzidos à delegacia para prestar esclarecimentos.
Os genitores alegaram que a criança estava apresentando dores no peito nos últimos 15 dias e que, na noite anterior, havia dormido com eles na mesma cama por conta de seu estado de saúde. Eles negaram qualquer tipo de abuso sexual.
Com base nos depoimentos dos pais, no relato do Conselho Tutelar, nas informações preliminares da Polícia Civil, nos relatos dos policiais militares e, especialmente, no prontuário médico, foi determinada a prisão em flagrante do pai, que foi encaminhado à cadeia pública de Castro.
O corpo da criança foi enviado ao Instituto Médico Legal (IML) de Ponta Grossa para a realização de exames de necropsia e de violência sexual. Em conversa informal com a médica legista, surgiu a possibilidade de que a morte poderia ter sido causada por uma condição natural, levando em consideração o histórico de dores no peito relatado pelos pais. No entanto, a hipótese de abuso sexual ainda não foi descartada.
Dada a necessidade de exames complementares, o relato médico foi informado ao Poder Judiciário, que, após manifestação do Ministério Público, decidiu pela soltura do pai. A expedição do alvará de soltura não elimina a responsabilidade penal, pois o inquérito policial continua, com novas oitivas de testemunhas e a conclusão dos exames periciais.
Ao final das investigações, o delegado decidirá, com base nas provas, se o pai ou outra pessoa será indiciada pelo crime.

