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Identificado jovem que morreu após participar de trote em escola de aviação em PG

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17/07/2026 07:21:56

Foi identificado como Gustavo Henrique de Lara, de 27 anos, o jovem que morreu após participar de um ritual comemorativo conhecido como "banho de óleo", realizado na tarde de quinta-feira (16), em uma escola de aviação de Ponta Grossa.

Segundo as informações apuradas, o procedimento fazia parte de um trote realizado após a conclusão de uma etapa da formação aeronáutica. Durante a atividade, uma substância oleosa foi aplicada sobre o corpo da vítima. Pouco tempo depois, Gustavo passou mal, sofreu um grave comprometimento de saúde e recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), sendo encaminhado ao hospital.

Apesar das tentativas de reanimação realizadas pelas equipes de socorro e médica, o jovem não resistiu e morreu.

O homem apontado como responsável pela aplicação da substância foi preso em flagrante pela Polícia Civil. O caso segue sob investigação para esclarecer as circunstâncias da morte e a eventual responsabilidade criminal.

Nota oficial da Polícia Civil

A Polícia Civil do Paraná, por meio da 4ª Central Regional de Flagrantes de Ponta Grossa, lavrou Auto de Prisão em Flagrante contra o homem apontado como responsável pela aplicação de uma substância oleosa sobre a vítima durante um ritual comemorativo conhecido como "banho de óleo", realizado após a conclusão de uma etapa de formação aeronáutica.

De acordo com as informações inicialmente apuradas, o ritual ocorreu no fim da tarde de quinta-feira (16), em uma escola de aviação localizada em Ponta Grossa. Após a aplicação do produto, a vítima apresentou grave comprometimento de saúde, recebeu atendimento do SAMU e foi encaminhada ao hospital. Apesar das manobras de reanimação realizadas pelas equipes de socorro e pela equipe médica, o homem evoluiu a óbito.

A pessoa apontada como responsável pelo chamado "banho de óleo" foi identificada, conduzida à unidade policial e admitiu ter realizado a aplicação da substância durante o ritual.

Diante dos elementos inicialmente apresentados, a prisão foi ratificada pela prática, em tese, do crime de homicídio culposo, previsto no artigo 121, § 3º, do Código Penal. Até o momento, não foram identificados elementos que indiquem intenção de provocar a morte da vítima.

A classificação jurídica possui caráter provisório. A investigação busca esclarecer a dinâmica completa do evento, a natureza e as condições da substância utilizada, a quantidade aplicada, as regiões corporais atingidas e a existência de nexo causal entre a conduta e o resultado morte.

Foram requisitados exames necroscópico, toxicológico e químico-pericial, além da preservação de imagens, documentos e demais elementos relacionados ao fato. Mais testemunhas e outras pessoas presentes no evento, inclusive familiares, também serão ouvidas para o completo esclarecimento da ocorrência e a individualização das condutas.

Considerando que o homicídio culposo admite fiança arbitrada pela autoridade policial, foi fixado o valor de R$ 3 mil, nos termos da legislação processual penal. A fiança constitui medida processual e não representa indenização, antecipação de pena ou atribuição de valor à vida da vítima.

A Polícia Civil informou ainda que a investigação prosseguirá de forma técnica, responsável e imparcial. As conclusões definitivas sobre a causa da morte e eventual responsabilidade penal dependerão dos laudos periciais e das demais diligências em andamento.